Fechou para o balanço das gramas de esperanças comidas no jantar

As minhas últimas esperanças acabei comendo de janta. Mas já perdi as contas de quantas últimas esperanças eu já jantei. E dói saber que ainda vou jantá-las até estufar. Eu só queria uma única vez acabar algo, dar um fim, encerrar. Sei dessa minha história o final logo que dei os primeiros passos. Histórias que você já sabe o final nunca dão vontade de seguir em frente. Spoiler. Não dá mais para só passar despercebida.
Gêmeos bateu na porta e entrou sem aviso prévio. Deveria ter encerrado. Deveria ter começado  mais uma vez. Não deveria tornar público, mas a teimosia vai ano vem ano e não larga do meu pé. Ela já é meu pé. Recebi um turbilhão e não dei conta. Não dei mesmo. É tudo mentira o que tenho feito. É tudo uma tentativa desesperada de salvar dos mortos a vida. Não sei de onde vem essa força toda dos últimos tempos, mas ela está por um fio. Achei que já eram tempos de calmaria. Pero no.
É cada susto que me cega e me sequestra dessa realidade que parcialmente duvido que seja real.
Tenho dúvidas se estou dentro do monstro, tentando escapar da digestão ou se o monstro está em mim, tentando escapar da digestão. É uma aposta: quem vai comer quem primeiro? Eu sou bem difícil de engolir, mas estou sem apetite para degustá-lo. 
Já cansei de anotar as gramas que me trouxeram até aqui. Várias significações foram inferidas incansavelmente para que não fosse apenas uma anestesia, um empurrar com a barriga. Ora pois! Foi isso! Não só. Sempre tem mais um pouco. Sem meios pra justificar. Vamos direto ao fim. 

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