Em um lugar qualquer daquela cidade envelhecida, em um banco de praça ou em uma beira de calçada, estava ela, sem saber para onde ir ou nem mesmo porque ir. Era lúcida como um relógio. Por isso nunca sabia o que fazer. Era uma flor das flores, assim como uma música das músicas. E pensava, pensava e pensava em uma maneira de embonitecer a vida, de tal modo que todos se abrasassem de alegria pela simples existência. Um modo de fazer com que as Marias e os Josés, fossem Maria José. Uma maneira de fazer com que os estômagos e joelhos de sua geração fossem parte de um corpo. E ela pensou. Pensou. Por dias e noites, ela pensou. No cérebro, o oxigênio foi substituído por pensamentos. E ideia vai. Ideia vem. E frustração vai. Frustração vem. Até que... eureca! Ela finalmente encontrou a resposta! E... enlouqueceu e morreu antes de deixar algo por escrito.
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