Adentrar as
profundezas da sua alma de mim exige um penoso esforço. Esgota minhas
energias. Suga minha vitalidade. É quase um beijo da morte, que logo em
seguida, se refresca com uma brisa pesada, porém revitalizante. A cada momento
que sou escravizada pela sua penumbra, o ar se afoga nos meus pulmões. Qualquer
vestígio de qualquer coisa se torna tóxico. E é assim que me construo:
desconstruindo. E mesmo sabendo de todos os riscos que corro estando ao seu encalço, ainda me surpreendo. Você vem, e me puxa o tapete, me prova que sim. Que é possível um turbilhão ainda maior. Que o malogro presente é um doce, é necas perto do que pode ser. Que não há força o bastante para suportar. Resistência. Você destrói minha resistência. E assim continuo... até não sei quando... procurando algum antibiótico que seja forte o bastante. Ou apenas motivador o bastante.
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