Estados Unidos do Cérebro Estúpido

Há um determinado pensamentinho que habita meus inóspitos neurônios. Ultimamente, ele tem me falado algumas coisas preocupantes. Nada que seja motivo para preocupar terceiros. Não ainda, pelo menos. São coisas que, aparentemente, posso remendar e utilizar como se nada nunca tivesse acontecido. "Mas eu não sei não viu...", ele me diz toda vez que falo em remendos ou fitas adesivas. Ele fica sempre preocupado, achando que não vou dar conta, que vai ter muito sofrimento, muita lágrima e consequentemente, o habitat dele ficará mais inóspito ainda. Entendo a preocupação. Da última vez que houve algo parecido, milhares de pensamentinhos foram dizimados por um maremoto. Desde então, sempre que surge algo com potencial para tragédias, ele me obriga a decretar estado de alerta. É óbvio que não vou criar desavenças com alguém que perdeu inúmeros entes queridos por descuido meu. Isso sem considerar a bondade que teve me perdoando. Por esses motivos, desde que você aqui chegou, tive que decretar estado de alerta. De início, achei que era bobagem. Precisa disso? Mas eu fiquei levemente preocupada quando o infeliz começou a profetizar o que estava prestes a me acontecer. Fez todo sentido. Já acionei a cruz vermelha. Falei pra eles que a qualquer momento pode tudo desabar ou desaguar. Ou desabar e desaguar. O que impede, não é mesmo? O que podemos e estamos tentando fazer, é evitar o maior número de danos possíveis. É óbvio que falharemos. Mas mantemos a tentativa. Afinal, tenho um setembro e mais um resto imenso de meses para nocautear as incertezas que você me trouxe. 
PSincertezas? Será mesmo? Não é o que me diz a resistência dos pensamentões

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