Por onde quer que meus pés caminhem, não há nada de novo. Por onde quer que minhas mãos tateiem, não há nada de novo. Não há mais nada de novo. Quem é mais de velho diz que nada se cria, mas tudo se transforma. Quem é mais de novo já vem dizendo que nada se cria, mas tudo se copia. E aí eu fico naquela: tô mais pra jovem ou tô mais pra velha? E não decido se transformo ou se copio. Transformar dá muito trabalho. Preguiça. Acho que sou mesmo uma jovem. Além do mais, se eu copiar, posso passar despercebida. Sommelier de vida. Parece até uma epifania, não? não. Não me parece o bastante. Se for pra ser sommelier, que seja de praias, vinhos e rock and roll. Nessa vida aqui, se for pra ser só sommelier dela, já me desce uma rodada de cicuta, porque prefiro não. Mas então? Onde é que vou me alocar? Transformar dá preguiça. Copiar dá canseira. Eureca. Eu vou mesmo é transcender.
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